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Poupança perde feio para o CDB: veja quanto rende R$ 1.000 em cada um

Com juros altos, um CDB que paga 100% do CDI costuma render bem mais que a poupança, mesmo descontando o imposto. Veja a conta e quando a poupança ainda faz sentido.

Poupança perde feio para o CDB: veja quanto rende R$ 1.000 em cada um
Foto: Unsplash
  • Com juros altos, um CDB de 100% do CDI rende bem mais que a poupança, mesmo pagando IR.
  • No exemplo, R$ 1.000 rendem R$ 61,68 na poupança e R$ 107,25 no CDB em 1 ano.
  • Os dois têm a proteção do FGC até R$ 250 mil por CPF por instituição.

Na maior parte do tempo, um CDB que paga pelo menos 100% do CDI rende mais que a poupança, mesmo depois de descontado o imposto de renda. A poupança só leva vantagem em situações específicas: prazos muito curtos ou CDBs que pagam bem menos que o CDI.

A seguir, você vê como cada um funciona, a conta lado a lado e como escolher.

Como a poupança rende

A regra da poupança é definida por lei e depende da taxa Selic:

  • Selic acima de 8,5% ao ano: a poupança rende 0,5% ao mês mais a TR (Taxa Referencial).
  • Selic igual ou abaixo de 8,5% ao ano: rende 70% da Selic mais a TR.

O rendimento cai na conta uma vez por mês, na "data de aniversário" do depósito. Se você tira o dinheiro antes dessa data, perde o rendimento daquele mês.

A vantagem é que a poupança é isenta de imposto de renda para pessoa física e muito simples de usar.

Como o CDB rende

O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um empréstimo que você faz ao banco. Em troca, ele paga juros. O tipo mais comum é o pós-fixado, que paga um percentual do CDI, a taxa que acompanha de perto a Selic.

Um CDB "100% do CDI" rende praticamente o mesmo que a Selic no período. Alguns bancos pagam 110% ou 120% do CDI, especialmente bancos médios e digitais.

Sobre o rendimento do CDB incide imposto de renda, com alíquota que cai conforme o tempo:

Prazo da aplicação Alíquota de IR
Até 180 dias 22,5%
De 181 a 360 dias 20%
De 361 a 720 dias 17,5%
Acima de 720 dias 15%

Nos primeiros 30 dias também pode haver IOF sobre o rendimento, que diminui dia a dia até zerar.

A conta na prática

Para comparar, imagine R$ 1.000 aplicados por 1 ano em um cenário hipotético de CDI a 13% ao ano e TR próxima de zero:

Aplicação Rendimento bruto Imposto Rendimento líquido
Poupança R$ 61,68 Isenta R$ 61,68
CDB 100% do CDI R$ 130,00 17,5% (R$ 22,75) R$ 107,25
CDB 110% do CDI R$ 143,00 17,5% (R$ 25,03) R$ 117,97

Como 1 ano tem 365 dias, a aplicação já cai na faixa de 17,5% de imposto. Mesmo pagando IR, o CDB 100% do CDI rendeu quase 75% a mais que a poupança nesse exemplo. Os números mudam com a Selic do momento, mas a lógica se mantém enquanto os juros estiverem altos.

Os dois são seguros?

Poupança e CDB têm a mesma proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC): até R$ 250 mil por CPF em cada instituição financeira, com limite total de R$ 1 milhão a cada 4 anos. Se o banco quebrar, o FGC devolve o valor dentro desse limite.

Por isso, para valores dentro do limite, o risco dos dois é parecido. Acima disso, vale dividir o dinheiro entre bancos diferentes.

Quando a poupança ainda faz sentido

  • Dinheiro que fica poucos dias: se você vai usar o valor em menos de um mês, o IOF e o IR alto do CDB podem anular a vantagem.
  • CDB que paga pouco: um CDB de 80% do CDI, comum em grandes bancos, pode render perto ou até menos que a poupança depois do imposto. Sempre olhe o percentual.
  • Simplicidade: se a poupança é o único caminho que você vai de fato usar, guardar nela é melhor do que não guardar.

Como escolher na prática

  1. Para a reserva de emergência, procure um CDB com liquidez diária que pague pelo menos 100% do CDI.
  2. Para objetivos com data marcada, como uma viagem daqui a 2 anos, CDBs com prazo maior costumam pagar percentuais melhores.
  3. Compare sempre o rendimento líquido, depois do imposto, e não só o bruto.
  4. Confira se o banco é coberto pelo FGC.

Se você está começando, entenda também onde guardar a sua reserva de emergência e como funciona o Tesouro Selic.

Perguntas frequentes

CDB tem imposto e poupança não. Mesmo assim o CDB rende mais? Na maioria dos casos, sim. Com juros altos, a diferença de rendimento é maior que o imposto pago.

Posso perder dinheiro no CDB? Em um CDB pós-fixado mantido até o vencimento, o valor não diminui. O risco é o banco quebrar, e nesse caso o FGC cobre até R$ 250 mil por CPF por instituição.

Qual o melhor CDB? O que paga o maior percentual do CDI, tem liquidez adequada ao seu objetivo e é de uma instituição coberta pelo FGC.

A poupança vai acabar? Não há previsão. Ela continua existindo com as regras definidas em lei.

Conclusão

Com juros altos, o CDB de pelo menos 100% do CDI é quase sempre a escolha que mais rende. A poupança fica para valores que você vai usar em dias, ou quando a simplicidade pesa mais que o rendimento. Antes de decidir, faça a conta com o percentual que o seu banco oferece.

Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Taxas, regras e valores podem mudar: confira sempre nas fontes oficiais antes de decidir.

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